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EDIS-Defesa da UE

Defesa Europeia: da emergência à prontidão estrutural.

Este espaço de opinião é, como já sublinhámos no editorial inicial, destinado a defender e engrandecer o Projecto Europeu.

Por isso destacaremos os excelentes trabalhos documentais, referidos neste texto, dos vários órgãos decisores da actual UE que deverão ser implementados com urgência para bem da União e dos seus aliados tradicionais.

- Nesta publicação destacamos a prontidão estrutural das Forças de Defesa e Segurança - Europeia e a produção industrial de equipamentos interoperativos.

A Estratégia Industrial de Defesa Europeia (EDIS) assinala uma viragem estratégica: a UE passa de respostas ad hoc para a prontidão estrutural permanente em Defesa e Segurança, em coerência com o Tratado da União Europeia (art.º 42.º e 46.º) e com a Política Comum de Segurança e Defesa (PCSD).

🔹 Cooperação estruturada e governação comum.

Com o Conselho de Prontidão Industrial de Defesa e a SEAP, a UE institucionaliza o planeamento e as aquisições conjuntas, reduzindo a fragmentação nacional e reforçando a autonomia estratégica europeia.

🔹 Produção industrial europeia descentralizada e interoperável.

A aposta numa Base Industrial de Defesa europeia resiliente, geograficamente distribuída e interoperável traduz-se em metas claras: mais aquisições conjuntas, mais comércio intra-UE e maior investimento em produtos “made in Europe”.

🔹 Logística e segurança de abastecimento

A prontidão exige cadeias logísticas robustas. O regime europeu de Segurança de Abastecimento permite, em crise, priorizar necessidades de defesa e garantir continuidade operacional.

🔹 Recrutamento, formação e treino: cidadãos no centro da Defesa Europeia.

O Tratado da UE e a PCSD sublinham que a Defesa europeia assenta nos Estados e nos seus cidadãos. A Agência Europeia de Defesa promove já a convergência em formação, treino conjunto, competências militares e cultura estratégica comum, reforçando a interoperabilidade e a eficácia das forças europeias.

Mais do que capacidades, trata-se de envolver os cidadãos europeus num projeto comum de segurança, solidariedade e responsabilidade partilhada.(ver publicação: Defesa da UE, cidadania e recrutamento).


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