Discurso do Comissário Andrius Kubilius (17-02-2026, Vilnius) sobre a “Estratégia de Prontidão Militar Europeia”
A intervenção do Comissário evidencia obstáculos concretos que limitam gravemente a mobilidade militar e seus reflexos na segurança europeia.
A evolução da UE para uma União de Cooperação Reforçada (UCR) — solução que defendemos neste espaço dedicado ao futuro coletivo da Europa, poderá contribuir seguramente para ultrapassar estes e outros bloqueios abaixo referidos.
Entre os principais estrangulamentos destacam-se:
• exigência de pré-avisos até 45 dias para movimentos de tropas;
• bloqueio de blindados e logística pesada nas fronteiras devido a diferenças de regras e limites de peso;
• recurso ao transporte marítimo por falta de infraestruturas terrestres adequadas, transformando dias em semanas;
• fragmentação regulatória entre Estados-Membros sobre a circulação de colunas militares.
O resultado é uma dissuasão fragilizada: a Europa continua sem capacidade de deslocar rapidamente forças no seu próprio território.
Para corrigir estas falhas, o Comissário propõe:
• investimento urgente de 18 mil milhões de euros em infraestruturas de duplo uso;
• coordenação entre produção industrial e mobilidade militar;
• criação de um Grupo de Transporte de Mobilidade Militar, em articulação com a NATO;
• um livro de regras europeu único e um sistema de notificação simplificado (EMERS).
Contudo, na nossa visão, as fragilidades europeias vão muito além da mobilidade militar.
Sublinhamos as seguintes: segurança das fronteiras externas, defesa antiaérea, na coordenação de comando e interoperabilidade, bem como no sentido cívico de serviço à comunidade.
Estes bloqueios revelam um problema estrutural da governação europeia.
Estas lacunas apenas poderão ser ultrapassadas, na nossa visão, com a constituição de uma União de Cooperação Reforçada:
uma Nova Europa Agora.